Cancelamento do ato e nova estratégia
O ato a favor de Lula, que estava programado para ocorrer em São Paulo no dia 18 de outubro, foi oficialmente cancelado. Inicialmente, o evento estava agendado para o Vale do Anhangabaú, mas os organizadores decidiram retirar-se do local. Posteriormente, a proposta de realizar o ato no Largo da Batata, em Pinheiros, também foi barrada devido a um racha entre os grupos de esquerda. Neste contexto, a União Nacional dos Estudantes (UNE) determinou que o foco da mobilização deve ser na periferia da cidade, com o objetivo de realizar eventos de panfletagem e ampliar a conversão de votos para Lula.
Mudança de local e a divisão da esquerda
O cancelamento do ato a favor de Lula foi seguido por uma reestruturação nas estratégias da esquerda. A primeira alteração surgiu após a previsão de chuvas, que levou os organizadores a se afastarem do Vale do Anhangabaú, optando pelo Largo da Batata. Contudo, antes que o Movimento Revoluciona Brasil (MRB) pudesse protocolar a solicitação para o espaço, a UNE já havia assegurado a prioridade no uso do local, o que limitou a realização da manifestação. Assim, os estudantes decidiram não utilizar o Largo da Batata, temendo potencial violência por conta da proximidade com outras manifestações. A UNE considera crucial priorizar ações nas comunidades e periferias, onde acredita-se que há uma maior probabilidade de conversão de votos.
A UNE tem promovido atos em diversas localidades, incluindo Grajaú, Cachoeirinha e Itaquera, reforçando que o foco é mobilizar esses setores para apoiar Lula nas eleições. A decisão de direcionar a militância para a periferia reflete uma mudança tática diante da situação política e dos desafios apresentados na mobilização de massas em locais centrais, onde existem riscos de conflitos.

O MRB, que organizou o ato a favor de Lula, se posicionou sobre as críticas e a sua decisão de retirar o evento da programação. O grupo alegou ter enfrentado fatores internos e externos que comprometeram a realização do ato, indicando que a situação estava além do que poderia ser controlado. Embora o plano inicial tenha sido frustrado, o MRB incentivou a população a se manifestar em outros locais, buscando manter a mobilização ativa.
