Maior produtor de batata

Abertura da Feira Tecnológica da Batata Doce

A 7ª edição da Batatec, a Feira Tecnológica da Batata Doce, iniciou suas atividades em Presidente Prudente (SP) nesta quinta-feira (23) e continua até domingo (26). O evento, que ocorre no Centro de Eventos do IBC, tem como principal objetivo promover um intercâmbio de conhecimentos e inovações no campo, além de celebrar a cultura gastronômica envolvendo a batata-doce.

Com uma programação repleta de palestras e atividades, a Batatec espera receber cerca de 80 mil visitantes ao longo de seus quatro dias. Este é o mesmo número de participantes registrado na edição anterior, demonstrando a relevância e o interesse contínuo no cultivo da batata-doce, especialmente na região da Alta Sorocabana.

Expectativas para o Evento: Público e Expositores

Prevendo um público diversificado, a feira irá reunir empresários, estudantes, produtores rurais e o público em geral. Para esta edição, foram confirmados 60 expositores, que trarão inovações, produtos e serviços relacionados ao cultivo e à gastronomia da batata-doce.

Oeste Paulista

  • Data: 23 a 26 de julho de 2026
  • Local: Centro de Eventos do IBC, Presidente Prudente (SP)
  • Público Esperado: 80 mil pessoas
  • Expositores: 60

Palestras Técnicas e Inovações Agrícolas

No primeiro dia do evento, uma série de palestras técnicas abordará temas cruciais para o fortalecimento do cultivo da batata-doce. A programação inclui tópicos como práticas de manejo, conservação do solo e o uso sustentável da cultura. Assim, são esperados especialistas e representantes de instituições ligadas à agricultura e à pesquisa para compartilhar conhecimento e debater inovações no setor.

A agenda de palestras para o dia 24 de julho é a seguinte:

  • 10h15: Boas práticas de manejo na cultura da batata-doce – Prof. Dr. Edgard Henrique Costa Silva (Unoeste)
  • 10h45: Preparo do solo e práticas conservacionistas no cultivo da batata-doce – Dra. Amarílis Beraldo Rós (APTA Regional)
  • 11h15: Usos da batata-doce – Dr. Alexandre Furtado Silveira Mello (Embrapa)
  • 11h45: Cultivares de batata-doce desenvolvidas pelo IAC – Dr. Valdemir Antonio Peressin (IAC)
  • 14h: Como produzir etanol a partir da batata-doce no Oeste Paulista – David de Carlo Fernando Junior (Agropecuária Vista Alegre)
  • 14h30: Como usar a batata-doce para tratar do gado e outros animais – Ana Paula (Agropecuária Vista Alegre)
  • 15h: PSA – Pagamento por Serviços Ambientais: Preservação e Recuperação dos Solos e dos Recursos Hídricos no Ambiente Rural – Marco Aurélio (CATI)

Gastronomia de Batata Doce: Sabores e Receitas

A área de gastronomia promete ser uma das mais atrativas da Batatec, com uma variedade de pratos que utilizam a batata-doce como ingrediente principal. Os visitantes poderão degustar delícias como nhoque de batata-doce, batata-doce caramelizada, fritas e ceviche. Essa combinação de sabores não apenas destaca a versatilidade do tubérculo, mas também a criatividade dos chefs locais.

Os pratos saborosos foram preparados especialmente para a feira, refletindo a tradição e a cultura regional. Além disso, a feira conta com um espaço reservado para experiências gastronômicas, onde haverá apresentações de técnicas de cozinha e workshops sobre receitas inovadoras utilizando a batata-doce.

Produção de Batata Doce no Oeste Paulista

O Oeste Paulista se destaca como o principal polo de produção de batata-doce no Estado de São Paulo, respondendo por mais de 63,9% da área plantada com essa cultura, o que equivale a um total de aproximadamente 5.208,2 hectares. Essa significativa produção resulta em cerca de 4,1 milhões de caixas de 24 kg, representando 66,4% da produção total no estado.

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Os municípios líderes nesse cultivo são:

  • Presidente Prudente: 900 hectares
  • Presidente Bernardes: 800 hectares
  • Alfredo Marcondes: 500 hectares
  • Regente Feijó: 450 hectares

Situação da Indicação Geográfica da Batata Doce

A região está em processo avançado para a obtenção da certificação de Indicação Geográfica (IG), que é essencial para garantir a qualidade e a autenticidade dos produtos locais. Essa certificação não apenas assegura que a batata-doce cultivada na região possui características especiais, mas também potencializa o seu valor no mercado, garantindo um reconhecimento adicional entre os consumidores e comerciantes.

O Impacto Econômico da Agricultura na Região

A atividade agrícola, especialmente o cultivo de batata-doce, exerce um papel vital na economia local. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) da batata-doce em São Paulo está estimado em cerca de R$ 173 milhões para o ano de 2025, e a produção superou 158 mil toneladas em 2023, resultando em um valor já superior a R$ 200 milhões. A produtividade média da batata-doce no estado varia entre 625 e 750 caixas de 24 kg por hectare, o que demonstra a eficiência e a relevância desse cultivo para a economia regional.

Recursos Tecnológicos e Sustentabilidade

Na Alta Sorocabana, a utilização de tecnologia no cultivo da batata-doce inclui a adoção de tratores, drones e cultivares biofortificadas. A cultivar IAC Dom Pedro II destaca-se de forma significativa, apresentando até 65 vezes mais betacaroteno que as variedades comuns, contribuindo assim para uma dieta mais saudável.

A busca pela sustentabilidade se faz cada vez mais presente nas práticas agrícolas locais, promovendo um cultivo que respeita o meio ambiente e utiliza técnicas que minimizam impacto, e ao mesmo tempo, garantem a produtividade dos cultivos.

Exportação e Mercado Internacional

A batata-doce do Oeste Paulista não atende apenas ao mercado interno; sua produção é também exportada para diferentes países, como a Holanda – que se configura como a principal porta de entrada na Europa – além de Canadá, Uruguai e Argentina. Essa expansão do mercado internacional não só potencializa a renda dos produtores locais, mas também coloca a batata-doce brasileira em um espaço de destaque no cenário global.

Futuro da Batata Doce: Tendências e Desafios

Os desafios enfrentados pela cultura da batata-doce incluem o aumento dos custos de insumos, como fertilizantes e defensivos, além da mão de obra e tempos de recebimento nas vendas. Para que o setor siga em crescimento, é preciso adotar estratégias que mantenham a competitividade e que busquem cada vez mais a inovação.

O futuro dependerá também da capacidade de adaptação dos agricultores às mudanças climáticas e às novas demandas de mercado, especialmente em um cenário onde práticas sustentáveis são cada vez mais valorizadas por consumidores e empresas.