O ato pró-Lula “A Luta Não Para” reuniu apoiadores no Largo da Batata, em São Paulo, em 13 de outubro de 2026. Discursos durante a manifestação defenderam uma postura mais dura diante da oposição.
A mobilização ocorreu após um mega-ato realizado no domingo, 11 de outubro, e foi marcada por falas sobre a disputa de votos para o segundo turno. O deputado estadual eleito Leonardo Grandini, do PT-SP, disse já ter agredido o deputado federal eleito Lucas Pavanato, do PL, e brincou: “Chega de esquerda paz e amor”.
Entre os nomes presentes estavam Erika Hilton, Eduardo Suplicy, Marina Silva, Simone Tebet e Fernando Haddad. O ator João Guilherme e a atriz Samara Felippo também fizeram breves declarações em apoio a Luiz Inácio Lula da Silva.

A manifestação ainda teve a hostilização do repórter João Vitor Revedilho, da Jovem Pan. Em nota, a organização repudiou as agressões contra a equipe de imprensa e afirmou que lideranças políticas prestaram solidariedade ao jornalista.
Ato reúne lideranças e discursos contra a oposição
No ato pró-Lula em São Paulo, o ator João Guilherme defendeu a democracia e afirmou que não queria viver em um país onde a esperança fosse tratada como ingenuidade. A fala foi uma das manifestações de apoio ao candidato durante o evento.
João Guilherme relacionou a democracia a resultados concretos na educação, na saúde e no acesso a trabalho digno. Também disse que a educação permite desenvolver consciência de classe.
O ator é filho do cantor Leonardo, que apoia Flávio Bolsonaro. A declaração de João Guilherme trouxe esse vínculo familiar ao contexto das falas políticas ouvidas no Largo da Batata.
Erika Hilton critica posição de Flávio Bolsonaro sobre a escala 6×1
A deputada Erika Hilton (PSol), autora da proposta de emenda à Constituição (PEC) pelo fim da escala 6×1, questionou o anúncio de Flávio Bolsonaro de que votaria a favor do texto. A manifestação ocorreu após a articulação de bastidores para adiar a votação, segundo informações publicadas sobre o tema.
Hilton afirmou que o apoio declarado por Flávio não assegurava a aprovação ou a implementação da proposta. Na avaliação da deputada, a mudança de posição estava relacionada à percepção de que a vitória eleitoral seria certa e de que a extrema direita teria maioria no Congresso.
A PEC tinha votação prevista no Senado para 14 de outubro de 2026. A campanha de Lula esperava que a aprovação pudesse ampliar o apoio ao presidente entre eleitores indecisos ou contribuir para a mudança de votos.
Para contestar a ideia de vitória garantida, Hilton citou a eleição de 2014: a campanha de Aécio Neves (PSDB) considerava certa a vitória, mas Dilma Rousseff (PT) venceu com 51,64% dos votos.
Repórter da Jovem Pan é hostilizado durante a manifestação
O repórter João Vitor Revedilho, da Jovem Pan, foi alvo de objetos e ofensas enquanto fazia uma entrada ao vivo no Largo da Batata. A hostilização impediu que ele continuasse a reportagem.
Durante a transmissão, Revedilho disse que não conseguia falar porque a equipe estava sendo hostilizada e que objetos eram lançados contra o grupo. Ele também pediu desculpas ao apresentador Thiago Uberreich e ao público que acompanhava o jornal.
Depois do episódio, uma equipe de segurança do evento acompanhou o jornalista até uma área coberta. Em nota, a organização repudiou as ações contra os profissionais e afirmou que elas não representavam os princípios do ato.
A organização também declarou que a manifestação era pacífica e em defesa de direitos, e que atitudes contra a liberdade de imprensa eram inaceitáveis. Fernando Haddad telefonou para se solidarizar com Revedilho; o presidente do PT, Kiko Celeguim, e o coordenador Marco Aurélio Carvalho também manifestaram apoio ao jornalista.
