A campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva busca manter a militância mobilizada em São Paulo, maior colégio eleitoral do país, a doze dias do segundo turno, no ato da virada no Largo da Batata.
Mobilização da militância para o segundo turno
A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem se esforçado para garantir a mobilização da militância em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país, com foco na reta final antes do segundo turno. No dia 13 de outubro de 2026, aliados do presidente realizaram um “ato da virada” no Largo da Batata, onde chamaram atenção para a importância de conquistar eleitores que não compareceram às urnas no primeiro turno. A ausência de Lula no evento foi compensada pela presença de diversos deputados, lideranças de movimentos sociais e artistas, que pediram para a militância mobilizada buscar apoio de quem não votou.
Deputados estaduais e federais ressaltaram a necessidade de ampliar a votação, especialmente entre eleitores mais velhos e aqueles que reconsideraram sua decisão de participar. O deputado estadual Emídio de Souza (PT) enfatizou: “Precisamos virar voto”. O deputado federal Carlos Zarattini (PT) complementou que é essencial conversar com aqueles que desistiram de votar e incentivá-los a comparecer às urnas.

Críticas a Flávio Bolsonaro e a proposta da jornada 6×1
Durante o ato, a militância também direcionou críticas ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em resposta a declarações suas sobre a proposta do fim da escala de jornada 6×1, que será votada no Senado. Os parlamentares presentes destacaram que essa medida é uma das bandeiras de Lula e expressaram apoio à sua implementação. Além disso, um vídeo da cantora Anitta foi exibido durante o evento, reforçando a mensagem contra a jornada 6×1.
O presidente do PT em São Paulo, deputado Kiko Celeguim, minimizou a relevância dos apoios políticos recebidos por Flávio e argumentou que a verdadeira força vem do apoio popular nas ruas. Deputados como Erika Hilton (Psol) e Marina Silva (Rede) reforçaram a ideia de que a militância deve continuar a sua mobilização e se engajar ativamente na disputa, já que consideram a campanha do adversário marcada pela arrogância e a falsa ideia de que a vitória é garantida.
Flávio Bolsonaro também foi chamado para responder às suas críticas, e os organizadores do ato repudiaram os incidentes em que uma equipe de reportagem foi hostilizada por militantes. A ação foi condenada como uma violação da liberdade de imprensa, reafirmando que o ato é um espaço pacífico e democrático.
Com Lula planejando retornar a São Paulo para um debate e mais atividades na próxima semana, a expectativa é que a mobilização da militância se intensifique à medida que o segundo turno se aproxima. A luta por votos e a defesa das propostas de Lula são centrais neste momento decisivo para a continuidade de sua administração.
